

O laranja e o fantasma do “pé-frio” voltam a assombrar: JHC tem motivos para se preocupar
Na política alagoana, algumas coincidências parecem roteiro de comédia.
Em 2006, João Lyra entrou na disputa pelo Governo com uma campanha marcada pela imagem de poder econômico e dinheiro em abundância. Parecia ter tudo para vencer. Não venceu. Teotonio Vilela Filho levou.
Vinte anos depois, o roteiro ganha novos personagens. João Lyra tinha dinheiro em abundância. JHC chega com uma máquina vitaminada pelos bilhões da Braskem. Mudam os personagens, mas dinheiro, poder e ambição pelo Governo continuam no roteiro.
E ainda tem o detalhe que deixa a resenha melhor: Célia Rocha e o laranja aparecem novamente em cena.
E “laranja”, convenhamos, nunca foi palavra de boa fama na política. No jargão popular, é como se chama quem aparece formalmente no lugar de outra pessoa para esconder o verdadeiro beneficiário ou a origem e o destino de recursos. Aqui, claro, estamos falando da cor da campanha — mas o trocadilho praticamente se escreveu sozinho.
Para completar, ainda ronda o velho fantasma do “pé-frio”.
Mick Jagger virou folclore no futebol pela fama de “secar” os times para os quais torcia. Se a superstição eleitoral pegar, Célia Rocha ainda corre o risco de virar a “Mick Jagger da política alagoana”.
Dinheiro em abundância, bilhões da Braskem, laranja no cenário e o fantasma do pé-frio.
JHC, cuidado com o laranja… esse filme Alagoas já assistiu.
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