

A trajetória política de JHC tem provocado comparações com uma fórmula que Alagoas já viu ganhar projeção nacional com Fernando Collor. Em momentos diferentes, os dois construíram parte importante de sua força política a partir da juventude, da comunicação, da imagem e de um discurso associado à renovação.
A principal diferença está nas ferramentas utilizadas. Enquanto Collor teve na televisão um dos principais instrumentos para ampliar sua popularidade, JHC construiu uma presença política fortemente ligada às redes sociais e à comunicação digital.
A comparação, no entanto, também serve como alerta sobre os limites de uma estratégia baseada principalmente em imagem e popularidade. Collor chegou à Presidência com forte exposição pública, mas seu governo enfrentou profundo desgaste político e econômico.
Entre os episódios que marcaram aquele período estão o bloqueio de recursos financeiros promovido pelo Plano Collor e a crise provocada pelas denúncias envolvendo Paulo César Farias. O processo culminou no afastamento de Collor, que renunciou à Presidência e posteriormente foi condenado pelo Senado por crime de responsabilidade, ficando oito anos impedido de exercer função pública.
A análise não significa que JHC seguirá uma trajetória semelhante. O paralelo está principalmente na forma de construção da imagem política e na capacidade de comunicação de ambos.
Se Collor se tornou um fenômeno político na era da televisão, JHC tenta ampliar sua força na era das redes sociais. A comparação coloca em discussão até que ponto uma comunicação eficiente e altos índices de popularidade conseguem se transformar, por si só, em capacidade de governo.
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