

O registro da candidatura de Michelle Bolsonaro (PL) ao Senado pelo Distrito Federal trouxe à tona um dado que chama atenção: a ex-primeira-dama declarou R$ 4.486.170,75 em bens à Justiça Eleitoral.
Do patrimônio informado, R$ 4.154.500 estão concentrados em aplicações financeiras. Michelle também declarou R$ 301.670,75 em um fundo de investimento e um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil. Os valores foram apresentados no registro de candidatura formalizado no sábado (15).
O montante desperta curiosidade também pelo histórico profissional atribuído a Michelle antes de sua projeção nacional. A imagem que circula nas redes sociais explora justamente esse contraste ao associar sua antiga atuação como vendedora ao patrimônio de aproximadamente R$ 4,5 milhões declarado atualmente.
A comparação, porém, não permite concluir, por si só, como ocorreu a formação desse patrimônio. A declaração eleitoral apresenta os bens existentes no momento do registro, mas o valor total isoladamente não demonstra a origem ou o momento em que cada recurso foi acumulado.
O episódio também recoloca em discussão um tema recorrente durante períodos eleitorais: a evolução patrimonial de candidatos. O assunto costuma ganhar ainda mais repercussão quando envolve políticos que passaram décadas exercendo mandatos ou ocupando funções públicas.
No caso de Michelle, a maior parcela declarada não está em imóveis ou veículos, mas em ativos financeiros. Dos R$ 4,48 milhões informados, aproximadamente R$ 4,45 milhões aparecem entre aplicações financeiras e fundo de investimento.
Michelle concorre ao Senado pelo Distrito Federal e escolheu o irmão, Diego Torres, como suplente. Sua candidatura pelo PL havia sido confirmada em convenção partidária realizada no início de agosto.
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